“Getting Even” e não “Getting Revenge”

 

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Dizer que é “aquela altura do ano”, é mais que cliché e, mesmo assim, todos os anos fazemos resoluções sobre o que vamos mudar. Ninguém resiste ao apelo do Ano Novo, à possibilidade de podermos começar de novo, quando o que na verdade deveríamos estar a pensar é no que deixámos em aberto para podermos encerrar esses capítulos e, só depois pensar nas novas aventuras que o novo ano traz. 

Foi este o tipo de sabedora que a minha mãe despejou em mim quando eu sentia que não conseguia chegar ao fim do que tinha em mãos, fosse um torneio de judo em que tinha perdido todos os combates e não me apetecia sofrer a humilhação de mais uma derrota, ou um dos vários obstáculos que a vida vai pondo no nosso caminho, as chamadas "dores de crescimento"… A verdade é que isto acabou por se tornar um dos principais fios condutores da minha personalidade: a melhor “vingança” contra os desafios que vão aparecendo é ser bem-sucedido face à adversidade. That’s right… Vingança

Vingança tem má reputação, e com razão, o que não quer dizer que não haja um outro ângulo que é muitas vezes esquecido quando falamos neste tema. Esse lado é subtil em português, mas é bastante claro em inglês quando olhamos para a expressão “getting even” em vez de “revenge”: equilibrar a situação

2017 foi um ano de reflexão, entre muitas coisas, sobre as desigualdades que as mulheres experimentam nas várias esferas da sua vida profissional e pessoal. Este novo ano pede exactamente isso: acabar com as velhas rotinas e assuntos pendentes e dar a volta por cima nas situações e relações que só servem para nos puxar para baixo. 

Parem de fazer listas e comecem a fechar o passado.