Um mês em Marrocos - parte 1

 
 Photo by  Eddy Boom  on  Unsplash

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Quase que consigo ouvir música só de pensar em Marrocos. É a banda sonora de muitos episódios de séries baseadas na obra de Agatha Christie e no entanto, tanto quanto sei, “Destino Desconhecido” nunca foi adaptado para televisão nem para cinema. É um mistério, um trilar de espionagem sem personagens conhecidas do universo Agatha Christie e que tem por pano de fundo Marrocos, a cordilheira do Atlas e todas as cidades que se tornaram famosas na segunda guerra mundial: Fez, Casablanca, etc. 

Marrocos é um reino apaixonante que visitei pela primeira vez em 2000 e desde então já voltei e espero continua a voltar várias vezes. Tão perto da Europa e mesmo assim com uma identidade cultural completamente distinta. Para quem tem um espírito aventureiro como o meu, recomendo que esta seja uma viagem feita sem pressas para que possam saborear todas as nuances do país das mil e uma noites.

 
 Photo by  Annie Spratt  on  Unsplash

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Um mês de Viagem

Como nem todos os que vagueiam estão perdidos, eis a minha sugestão de percurso. O tempo passa de maneira diferente neste país e, se têm uma vida muito agitada, esta é visita é a altura ideal para desacelerarem e aproveitarem o tempo.

Se tiverem coragem, visitem Marrocos em versão roadtrip. Recomendo que leiam este artigo antes de tomarem essa decisão. Uma coisa é fazer uma roadtrip na Europa, outra é fazê-la no Norte de África. 

 
Photo by PhotoBylove/iStock / Getty Images
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Casablanca e o Norte

Voem para Casablanca e vão directos ao Rick’s Café para entrarem no espírito do filme com o nome da cidade, ouvirem o “As time goes by” e pedirem o tipo de bebida que vos vai fazer crescer pelos na cara. Desenganem-se se pensam que este é o café o original do filme: é apenas uma recreação com base no filme.

Outros pontos de interesse incluem o Palácio do Rei, localizado perto da nova medina, Villa des Artes, um edifício Art Deco e um dos maiores museus de Casablanca com uma exposição permanente de mais de oitocentas obras de arte, Place Mohammed V, o centro administrativo de Casablanca e a labiríntica Velha Medina, perfeita para compras mas para ser navegada com cuidado. 

Se quiserem dedicar-se a compras mais tradicionais têm sempre o Morocco Mall, um dos maiores centros comerciais em África, cheio com todo o tipo de lojas que encontrariam em Portugal e o tipo de marcas de gama alta mais características das Galeries Lafayette. 

Tânger também é algo a não perder, nem que seja por uma razão histórica - para quem não se lembra, foi onde o D. Sebastião morreu… É um autêntico melting pot devido às influências britânicas, francesas e espanholas, civilizações que por aqui passaram. Um aspecto curioso é que os homens e as mulheres vestem-se com as tradicionais djellabas e espanhol é língua franca. Aproveitem para se passear nas ruas estreitas da medina, onde vão encontrar o Kashbah Museum, um antigo palácio real com um átrio forrado a azulejos tradicionais, minuciosamente decorados que datam do século XVII. Se estiver a ficar tarde, aproveitem para ver o pôr do sol perfeito, regado a chá de menta, no Café Hafa, situado a 20 minutos a pé da medina com uma vista directa para o mar. 

Tétouan e Chefchaouen, a lindíssima cidade azul, são outras das cidades a não perder. Se tiverem tempo, recomendo que leia este artigo sobre a Cidade Azul

Não percam a parte 2 deste artigo na próxima semana, aqui no Peachy.


 
Catarina Lourenço.png

Catarina é uma blogger de viagens a tempo inteiro, com uma curiosidade insaciável em perceber o que vê. Para ela viajar é mais do que tirar umas fotos! Segue as Aventuras de Catarina no seu Site, Facebook, Instagram, Twitter, Pinterest e YouTube.