#Viagens: Maldivas

 
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As 1190 ilhas

A República das Maldivas localiza-se no Oceano Índico, a sudoeste do Sri Lanka e Índia. É um país com 1190 ilhas (200 delas nao habitadas), que se encontram agrupadas em atóis naturais, espalhados numa área de 90.000km2.

O idioma oficial é o Dhivehi, que tem raízes no sânscrito e a capital é Malé.

Todas as ilhas têm pouca vegetação e o pico mais alto tem apenas 2 metros acima do nível do mar. Toda a areia que se vê nas ilhas é de origem coralina.

Atol

Curiosamente a palavra atol tem origem no termo maldiviano “atolu”.

Um atol normalmente forma-se quando os topos de uma ilha de origem vulcânica, que se encontrava rodeada por recife, se afunda no mar. Daqui resulta a formação de um recife em forma de um grande anel, com uma lagoa no seu centro. Todas as ilhas que formam o anel têm por isso areia coralina, proveniente de corais.

Nas lagoas existe uma enorme diversidade biológica de peixes, moluscos, entre outros. É verdadeiramente extraordinário! São locais de água quente, e cor turquesa, com praias que são autênticos postais…

Existem avários atóis espalhados pelo mundo, principalmente na zona dos trópicos e subtrópicos. Os das Maldivas são sempre referidos nas listas dos melhores do mundo.

História

A história destas ilhas começou no século V a.C., com a colonização dos arianos, um povo proveniente da ásia central.

Existem relatos de viajantes que indicam que as Maldivas eram governadas por mulheres no período que antecedeu o contacto com o islão. Foi em 1153 que a religião islâmica foi adotada, substituindo o budismo, e essa situação mudou.

No século XVI as ilhas foram ocupadas pelos portugueses (durante 15 anos) e no século XVIII por um povo o sul da Índia (durante 3 meses e 20 dias). Tirando estas duas exceções, as ilhas sempre foram independentes, mesmo tendo sido aceite voluntariamente serem um protetorado inglês, no ano de 1887. O sultão governava e os ingleses limitavam-se a interferir nas relações exterior e na defesa.

Já no século XX foi realizado um referendo, em que o sultanato foi abolido e as Maldivas passaram a ser uma república.

É um país realmente paradisíaco com areia dourada e fina e um mar quente com cor turquesa.

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Ukulhas, a verdadeira Maldivas

A ilha de Ukulhas é uma das 1190 ilhas que existem nas Maldivas, onde fiquei durante a minha visita. Quis conhecer as praias paradisíacas mas fugir um pouco dos resorts, de forma a ser mais acessível financeiramente e a ter uma experiência mais autêntica. Normalmente quando este país é referido nunca se aborda outro tema que não as viagens de luxo. Eu quis descobrir como é a vida dos habitantes locais das Maldivas.

Ukulhas fica no Atol Alif Alif e para aqui chegar é necessário apanhar um barco a partir do aeroporto ou de Malé, a capital das Maldivas, para percorrer uma distância de cerca de 77 km. Também existem voos regulares de hidroavião entre algumas ilhas, mas não para esta. Pelo menos nenhum que eu tenha encontrado.

A ilha é muito pequena, com aproximadamente 1025 metros por 225 metros e apenas 900 habitantes. No final do tempo que estive em Ukulhas já reconhecia boa parte dos habitantes e dos outros viajantes que por aqui andavam: não éramos assim tantos e ainda bem que foi assim! 

Porto

Mesmo na zona onde se encontra o porto está a mesquita, onde o muezzin chama à oração 5 vezes ao dia. Tenho a sensação que é este ritual que dita a cadência de vida dos habitantes.

A grande maioria das pessoas já parecem estar habituadas à presença de viajantes que até há bem pouco tempo não eram muito desejados por aqui. Por esta razão é que os locais onde os viajantes podem ficar alojados são muito recentes. Alguns têm apenas poucos meses e pelo que me foi indicado um estrangeiro que queira abrir algum tipo de alojamento, tem de o fazer sempre em parceria com um habitante local.

Também no porto existe um parque infantil muito bem equipado que abre apenas às sextas-feiras e sábados.

Ruas

A partir desta área temos rapidamente acesso à via principal da ilha, que percorre os 1025 metros de toda a ilha. Em qualquer ponto desta rua conseguimos ver o mar de ambas as extremidades. É aqui que se encontra a maioria das pequenas lojas, onde podemos comprar alguns artigos (não há muita variedade, mas também não são muito dispendiosos). Em Ukulhas há muitas mangas e cocos, mas como ninguém os retira das árvores, os disponíveis para venda são caros.

A cruzar a rua principal existem várias ruas mais pequenas. É interessante percorrer a ilha, andar pelas ruas e e observar o quotidiano. A ida à mesquita, o deambular nas horas em que o calor abranda um pouco, os passeios de mota para sentir o vento na cara.

Praia

Um local abosolutamente obrigatório é a praia. Eu nunca tinha visto nada assim: a areia é fina e dourada, o mar é quente, com muitos corais e peixes e tem uma cor turquesa maravilhosa. Eu passei horas neste mar.

Adorei a cor do mar quando chegava à praia de manhã, sob a luz do um sol forte e no final do dia com um magnífico por-do-sol. Pura magia e perfeição.

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Por aqui normalmente encontravam-se mulheres e crianças locais a comer, passear ou dentro de água. A grande maioria de sorriso nos lábios.

Ukulhas é uma ilha simples, com pessoas simpáticas e com uma praia magnífica. Para quem gosta de calor e mar quente, e alguma autenticidade, é perfeita. Eu adorei.

 


 
Catarina Lourenço.png

Catarina é uma blogger de viagens a tempo inteiro, com uma curiosidade insaciável em perceber o que vê. Para ela viajar é mais do que tirar umas fotos! Segue as Aventuras de Catarina no seu Site, Facebook, Instagram, Twitter, Pinterest e YouTube.