Os desafios de nascer português fora do país

 
 Photo by  Omar Lopez  on  Unsplash

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Gostaria de deixar claro que uma das coisas que mais odeio é burocracia... Aviso as pessoas com um ódio semelhante que esta aventura foi passada com muito stress e frustração.

A principal razão pela qual nós tivemos que tratar de documentação portuguesa com alguma "pressa" foi porque queríamos viajar três meses depois do bebé nascer. Bem antes dele sequer estar pronto para nascer, já eu andava pelo site do Consulado numa peregrinação infernal. Felizmente, até posso dizer que tivemos imensa sorte pois tínhamos uma amiga que nos aconselhou e então eu já estava preparada para a odisseia que se segue.  

Gostaria também de mencionar que em termos de responder aos meus emails com todas as dúvidas e mais algumas, o Consulado foi espectacular. Nunca tive que esperar mais que dois dias para obter uma resposta...

Uns três ou quatro meses antes da minha data prevista para o parto, lá ia eu quase todos os dias ao site do Consulado para garantir a marcação para o Registo de Nascimento.

Para fazer um Registo de Nascimento no Consulado, é preciso levar o Full Birth Certificate que é obtido quando vamos registar o bebé no sistema britânico. As autoridades do Reino Unido dão um Short Birth Certificate e depois podemos obter a Full Birth Certificate, que acabámos por comprar umas quatro ou cinco cópias, caso precisássemos para outras burocracias - mais vale estar preparada.

Ainda o bebé ainda não tinha feito um mês e nós já estávamos com os pés a caminho de Londres para o Consulado.A burocracia é má, mas o nossos "burocaratas", isto é, os funcionários do Consulado foram todos muito simpáticos apesar de aparentemente não terem as melhores condições de trabalho. Na marcação para o registo fomos levados para uma sala atulhada de crianças e pais, em que não dava para abrir uma janela e com uma temperatura digna de um dia passado no deserto. Passado uns dias recebemos outra marcação para ir fazer o cartão de cidadão, que para tirar a foto foi extremamente interessante... E pensei eu: OK, viemos fazer o registo, viemos fazer o cartão de cidadão, acabam-se as idas a Londres para estes efeitos.. Erro: ainda tivemos que ir mais uma vez para ir levantar o cartão. Eu sei que é assim que se faz em Portugal, mas tendo em conta que estamos fora do país, e que em vez de uma Loja do Cidadão convenientemente localizada na nossa área de residência, existe apenas o Consulado, fica a dica para eventuais leitores que trabalhem com Ministério dos Negócios Estrangeiros, para repensar a entrega... 

Não sei, posso estar a ser um bocado picuinhas, mas andar às voltas com um bebé acabado de nascer não é algo que recomende!


 
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C.C. é viciada em palavras: as que lê e as que escreve. Sigam as suas aventuras aqui no Peachy e os episódios do seu dia-a-dia à medida que acontecem, no seu blogFacebook e Instagram.