Osteopatia Pediátrica, Pré e Pós-Natal

 
 Photo by  Nathan Dumlao  on  Unsplash

Photo by Nathan Dumlao on Unsplash

 

Já há alguns anos que a Osteopatia tem um lugarzinho especial na minha vida... Conheci um osteopata simplesmente fantástico que me resolveu a confusão que são as minhas costas. Após duas consultas, as dores de costas que eram constantes na minha vida desapareceram. Como manutenção, fazia uma consulta por ano, mais por vontade minha, que do osteopata, que ajudava também com eventuais maleitas momentâneas.

Mesmo antes de engravidar, tinha falado com o meu osteopata que me disse que as suas limitações eram em termos de osteopatia pediátrica e pré-natal e, quando comecei a ter umas dores fulminantes (ao ponto de não conseguir andar) quando estava grávida de 13/14 semanas, pensei logo que não podia contar com ele.

Na altura falei com a minha midwife que me disse que era uma maleita de gravidez e recomendou a toma de Paracetamol. Só que para além de eu não querer tomar medicação "desnecessariamente",  sentia que não era uma maleita normal, pois não é habitual uma grávida da minha idade ficar sem andar devido às dores. Falei então com o meu Obstetra que levou as minhas queixas muito a sério e me recomendou um osteopata aqui no Reino Unido, especialista em mulheres grávidas. Sim, leram bem, um Obstetra aconselhou-me um Osteopata... incrível, eu sei.

Assim que fui à primeira consulta e senti um alívio (pequenino) imediato. Na verdade, durante a consulta, estive sempre a pensar que aquilo não ia dar em nada pois ele fazia movimentos mesmo muito suaves. Na segunda consulta, ele pergunta-me como estava e fui sincera e confessei que no início estava algo céptica mas que na verdade me sentia muito melhor. Ele explicou-me que por eu estar grávida que ele não podia começar com movimentos bruscos, algo com o qual concordei.

Ao final de apenas duas consultas, eu pude finalmente desfrutar a minha gravidez! Mantive-me sempre activa, a caminhar mas nada de exercícios mais pesados (HIIT ou pesos). Foi o ideal! Claro que quando cheguei às 36 semanas tive que fazer caminhadas mais pequenas pois uma simples caminhada no parque deixava-me cheia de contracções.

Depois veio o parto... E quando o meu bebé tinha quase um mês, uma amiga minha falou-me em consultas de osteopatia pediátrica que até ajudavam com as cólicas. Nessa altura já estávamos com o décimo círculo do inferno controlado mas pensei: mal não fará e então, porque não?

Lá levei o meu bebé à sua primeira consulta de osteopatia... Pela segunda vez, deixei o meu cepticismo levar a melhor, e pensei que eram tão gentis que não iria fazer nada, mas a verdade foi que após terem feito um exame físico referiram certos aspectos do parto que eu não tinha dito, que estavam a afectar o pequeno.

Umas visitas mais tarde e a diferença no bebé era incrível... Primeiro ainda pensei que fosse uma coincidência mas a verdade é que cada vez que íamos a uma consulta, o bebé ficava super relaxado.

Após algumas consultas deixou de haver a necessidade de ele continuar a ser seguido com a mesma regularidade mas agora que já se senta, começa a tentar gatinhar e a colocar mais peso nas perninhas, parece-me uma boa ideia fazer um check-up brevemente.

Contudo, a parte milagrosa para mim da Osteopatia foi mesmo comigo. Tal como tinha mencionado no "Eu quero o meu corpo de volta" e "A revolta do corpo", após o primeiro mês comecei a sentir dores muito grandes nas costas. No início pensei que seria ainda o meu corpo a recuperar da gravidez e também do parto, mas a verdade é que ao fim de 3 meses não só continuava com dores, como estava pior ao ponto de actividades do dia-a-dia serem extremamente dolorosas (ir às compras, estender roupa, aspirar, etc). Eu não conseguia fazer nada! Até deitar o bebé às vezes dava umas guinadas de dor que me deixavam com lágrimas nos olhos... por isso qualquer tipo de exercício que eu quisesse fazer, era para esquecer, apesar de eu tentar fazer caminhadas mas acabavam sempre comigo a arfar de dores. No desespero entrei em contacto com um osteopata pós-natal na clínica onde o bebé teve as consultas dele... mas a verdade é que após duas consultas não via melhorias nenhumas, nem sequer melhoras nas dores.

Fui ao médico de família que me receitou medicação (que nunca cheguei a tomar pois estava a amamentar e, como já disse, não queria tomar medicação desnecessariamente) e fisioterapia, que na verdade não me fez nadinha.

Quando fomos a Portugal, entrei em contacto com o meu osteopata... Após a primeira consulta não obtive melhorias completas mas em termos de dores fiquei 70% melhor! Ele alertou-me que era normal e que tinha que me manter activa para o meu corpo se ajustar. Aproveitei este tempo em família, para os deixar tomar conta do bebé enquanto eu ia a massagens. Acho que as consultas, as massagens e os passeios pela Bila ajudaram imenso.

Não foi uma cura imediata mas estou oficialmente sem dores e muito mais móvel! Não estão a ver a minha alegria quando consegui fazer uma caminhada pelo parque com o bebé pela primeira vez sem ter que parar a cada 10 minutos. Já consigo fazer caminhadas de uma hora ou uma hora e meia, exercícios com pesos, brincar à vontade com o bebé (que engorda a olhos vistos)... Simplesmente incrível!


P.S. - Sim, eu sei que podia ter sofrido menos e ter tomado medicação mas a verdade é que eu preferia aguentar com as dores do que estar a tomar drogas enquanto grávida ou a amamentar.


 
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C.C. é viciada em palavras: as que lê e as que escreve. Sigam as suas aventuras aqui no Peachy e os episódios do seu dia-a-dia à medida que acontecem, no seu blogFacebook e Instagram.