A controvérsia da chupeta

 
 

Mesmo que não tenham filhos, já ouviram uma mãe, avó, tia, prima, etc a dar a sua opinião sobre a chupeta. Como diria Shakespeare, usar ou não usar chupeta, eis a questão. Por mais anos que passem, a controvérsia sobre este assunto mantém-se e como em tudo, há vantagens e desvantagens...

A chupeta é algo extremamente útil: ajuda imenso com as cólicas e, até aos três meses, o chuchar é involuntário. Chucham na mama, na chupeta, nos dedos, nas mãos... depois dos três meses já é propositado. Foi então uma epifânia: desabituar a criança da chupeta é fácil, mas desabitua-la de chuchar num dedo é muito mais difícil, porque não é algo que possamos simplesmente tirar! 

No meu caso, eu decidi logo comprar uma chupeta para o meu bebé. O que é importante ter em mente antes de nos espetarmos na primeira chupeta fofinha que nos aparece à frente, é ter em atenção ao tipo de chupeta: existem vários tipos que correspondem a diferentes estágios do desenvolvimento do bebé.

Dizem que não se deve dar logo a chupeta caso estejam a amamentar. Isso é parcialmente um mito, pois não se deve supostamente oferecer chupeta se o bebé não tiver boa “pega a mamar” e, no início, o bebé não andava a pegar em condições na mama - foi a razão pela qual ficámos no hospital mais um dia e eu não queria que houvesse retrocesso. Quando achei que tanto ele, como eu, já estávamos mais confiantes na hora de mamar, comecei a oferecer-lhe a chupeta e em boa hora foi, pois lá começaram as (malditas) cólicas foram resolvidas com um medicamento que falarei noutro artigo, apesar da chupeta ter ajudado imenso.

Sabem porque é que ajuda com as cólicas? Porque o chuchar está associado ao alívio de dor e além disso previne também o síndrome da morte súbita e diminui o risco de doenças alérgicas.

Contudo, a chupeta também tem desvantagens. É preciso mantê-la(s) sempre limpa(s) - para mim, isto é uma questão de bom senso, mas (principalmente) no primeiro mês de vida deve-se esterilizar a chupeta, pois o bebé ainda não tem grandes defesas. É também preciso substituir a chupeta conforme as recomendações do fabricante, mas normalmente a recomendação é de trocar ao fim de três meses como as escovas de dentes. Não se deve mergulhar a chupeta em sumos ou doces... e se são fãs de sabedoria popular, por amor de Deus, não molhem a chupeta nem em mel, nem em aguardente! E, claro, reduzir ou parar o seu uso até ao primeiro ano de idade, para depois não afectar os dentinhos. 

Como em tudo na vida, esta é altura de medir as vantagens e as desvantagens e fazerem a escolha que se adequa melhor ao vosso bebé, para mais tarde ele vos acusar de terem feito a escolha errada, tal como nós fizemos a muitas escolhas dos nossos pais. Não critiquem pais que façam escolhas diferentes das vossas, deixem que os filhos os façam por vocês no futuro. Tem muito mais piada.

Nota da Autora: Fora de brincadeiras, cada um tem direito às suas escolhas e nós apenas temos de respeita-las, para sermos também respeitados.


 
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C.C. é viciada em palavras: as que lê e as que escreve. Sigam as suas aventuras aqui no Peachy e os episódios do seu dia-a-dia à medida que acontecem, no seu blogFacebook e Instagram.