Olá Papinha!

 
 

Eu sei que, mais uma vez, vou usar um cliché, mas, mais uma vez, é a pura das verdades... O tempo passa a correr! Num momento estamos a ter a certeza que o nosso bebé está a mamar em condições e noutro momento logo a seguir estamos a chorar de tanto rir das caretas que faz a comer as primeiras papas. Parece mesmo que foi ontem que ele nasceu, mas a verdade é que já tem 6 meses e, como é recomendado, já comecei a introduzir as primeiras papinhas. 

Hoje em dia a "moda" é o Baby Led Weaning (BLW) que tem como filosofia a exploração dos alimentos e o bebé alimentar-se a ele mesmo. Digo exploração dos alimentos pois é o contrário das tradicionais papas e purés, o bebé alimenta-se com a comida sólida, cortada em pedaços que sejam fáceis de agarrar. Além de que se introduz tudo, em vez de uma coisa de cada vez.

Aqui no Reino Unido, o BLW é o método aconselhado a todos os pais. Apesar de que em Portugal já estar na moda e estar a ganhar mais adeptos, a verdade é que o método português ainda passa muito pelas papas e sopas passadas em quantidades precisas.

Quando estava a chegar a altura de dar de comer ao bebé, fizeram-me a pergunta: "vais fazer o método inglês ou o método português?", e é esta discussão que vos apresento hoje.

No caso do meu bebé tive que adaptar um bocado a introdução aos alimentos, devido ao nível alergénico. Eu tive alergias alimentares severas enquanto criança e, apesar de ter a esperança que ele não viesse a ter alergias, não é esse o caso. Um outro ponto importante é que vou ter de voltar ao trabalho daqui a três meses, por isso em três meses gostaria que ele conseguisse comer já várias refeições durante o dia, precisando apenas da mama de manhã e à noite.

Foi por isto que tive de improvisar um bocado e decidi fazer 50/50 de cada método.

O método inglês apesar de ser muito interessante, pois o bebé vai literalmente descobrindo a comida, é bastante mais lento, além da acrescida complicação de que se introduz tudo de uma vez. Por outro lado, o método português é demasiado rigoroso, tem que se dar 200 mililitros de papa aos seis meses e depois 150 mililitros de fruta... é quase científico demais. 

O que decidi foi fazer foi usar os purés de legumes e fruta, introduzindo um legume ou fruta de cada vez, estando em alerta (máximo) para qualquer reação alérgica, não me focando em demasia com as quantidades. Nem nós adultos temos uma quantidade em mililitros de comida quanto mais um bebé que nunca viu comida à frente, a não ser o leitinho da mãe. No final da refeição o bebé fica à vontade para "brincar com a comida"... ou seja cozia umas cenouras, brócolos ou batata doce e deixo-o explorar a textura dos alimentos (que muitas vezes acabam no chão e comigo com o combo de aspirador e esfregona).

Esta é a nossa receita 50/50: oferecer as papinhas passadas, no início usando colheres de sopa para ver a quantidade que ele comia em vez dos tais mililitros. Se por acaso não quiser mais, não o forço a comer e, se quiser mais, lá vai a vou eu toda contente aquecer mais um bocadinho,
oferecendo sempre a maminha no final pois, ao fim ao cabo, o leite materno é o alimento principal, daí que a introdução da comida, se chame alimentação complementar.

O mais engraçado no meio desta dança toda é ver a carinha dos bebés a experimentar coisas novas. Acreditem, eu se me quero rir basta pegar no vídeo do meu bebé a experimentar cenoura pela primeira vez. E sim, também lhe vou dar limão e filmar para a prosperidade. Nós, pais, somos mesmo mauzinhos. 


 
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C.C. é viciada em palavras: as que lê e as que escreve. Sigam as suas aventuras aqui no Peachy e os episódios do seu dia-a-dia à medida que acontecem, no seu blogFacebook e Instagram.