#WomenInTech: Mariana Barbosa

O Peachy, em parceria com a Portuguese Women in Tech, vai apresentar-vos algumas figuras ligadas ao ramo da tecnologia, com o objectivo de sensibilizar o público em geral para a forma como estas mulheres estão a mudar o panorama nacional através da sua participação na criação de start-ups, novos modelos de negócio, empresas de relevo internacional e com a sua actividade, abrindo caminho no estrangeiro para todas nós. Para ler o artigo original, em inglês, clique aqui.

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Mariana Barbosa

Perfil

  • Tempo na área: 6 anos
  • Posição actual: Startups, Entrepreneurs & Innovation Editor @ ECO + Chicas Poderosas Portugal
  • Local de Origem: Rio Maior
  • De onde vens e o como chegaste aqui?

Eu nasci em Coimbra mas vivi sempre em Rio Maior, onde vive quase toda a família do meu pai. Não me lembro de ser filha-única porque a minha irmã nasceu quando eu tinha 13 meses de idade. Sempre estudei em escolas públicas: primeiro em Rio Maior e depois, na universidade, em Lisboa e Madrid. Comecei a trabalhar como jornalista em 2007 e, em 2009, integrei a equipa de fundadores do Jornal I. Fui convidada para o lançamento do projeto Dinheiro Vivo e fundei o movimento fazedores nesse site. Em setembro de 2016, entrei na equipa de fundadores da ECO, como editora de assuntos de inovação, startups e empreendedores. Durante tudo isso, eu morei e trabalhei em Buenos Aires e em Nova Iorque.

  • Como é que chegaste à área da tecnologia?

Quase todas as histórias de startups têm uma história de tecnologia. Então, eu fui apresentada à área e percebi que a tecnologia pode ser o segredo de quase todos os negócios nos dias que correm, fazendo entrevistas, conversando com pessoas e conhecendo #fazedores (fabricantes, pessoas que fazem coisas). Então, quando eu estava em Buenos Aires, conheci a Mariana Santos, que é a fundadora do projeto Chicas Poderosas, que tem o objetivo de melhorar as habilidades tecnológicas em meninas para capacitá-las nas redações [de meios de comunicação]. Naquela época, comecei a aprender coding, não por ser developer, mas por saber falar com eles. Penso que um bom trabalho é sempre uma questão de empatia.

  • Fala-me do teu trabalho e o que fazes neste momento.

Em setembro de 2016, fui convidada para participar na redação da ECO, um novo site de média lançado em outubro. A minha ideia é dar voz aos empreendedores e fazer com que suas histórias sejam contadas de modo significativo. Eles são pessoas tão inspiradoras que merecem ser conhecidas.

  • Qual a parte do trabalho que fazes que mais gostas?

Estar do lado de fora, a conversar com as pessoas. O privilégio de conhecer novas pessoas todos os dias e contar as suas histórias. Assistir o cresciemento dos seus projetos. Observá-los a começar novos projetos.

  • Como consideras que o teu background e conhecimento influenciaram a abordagem que tens com o teu trabalho na indústria da tecnologia portuguesa?

Há duas coisas que acredito serem as características mais valiosas para fazer o que faço: empatia e curiosidade. Empatia para conversar com as pessoas e absorver suas melhores e mais inspiradoras histórias. E a curiosidade de perguntar tudo o que eu quero saber e contar a história. O resto é um pouco de sorte.

  • Que conselho darias a jovens mulheres que querem entrar para o sector da tecnologia e não sabem por onde começar?

Não pensem muito e apenas comecem [a fazer]. Leiam, falem com as pessoas, façam exercícios, tentem e falhem muito. Falhar rapidamente para ter sucesso em breve.

  • Guia-me num dia teu como mulher portuguesa no mundo da tecnologia

Eu tenho sorte, eu sei, mas eu nunca tenho o mesmo dia duas vezes. Nós trabalhamos em turnos, então, dependendo da semana, vou ao ginásio de manhã ou à noite. Acordo cedo, leio as grandes notícias nacionais e internacionais enquanto tomo o meu pequeno-almoço em casa. Escolho o metro e o autocarro, tiro muitas fotos no meu caminho para o trabalho e partilho-as no Instagram. Trabalho longas horas, converso com pessoas diferentes, dentro e fora da ECO. Almoço no trabalho, ocupo todo o dia, vou para casa ou cinema, palestras ou conferências. Cozinho o jantar, janto, leio um pouco. Às vezes algumas séries de TV, filmes ou apenas cama. :)

  • Qual foi o melhor conselho que alguma vez recebeste?

Não se levme muito a sério. Façam o seu melhor sempre.

  • Que apps/software/ferramentas é que já não conseguias viver sem?

Whatsapp para tudo, citymapper e Google Maps para escolher o caminho certo e mais fácil de ir. Instagram para me inspirar.

  • Links que gostarias de partilhar?

O meu bebé mais recente: https://eco.pt/topico/volta-a-portugal-em-incubadoras/