#WomenInTech: Ana Pimentel

O Peachy, em parceria com a Portuguese Women in Tech, vai apresentar-vos algumas figuras ligadas ao ramo da tecnologia, com o objectivo de sensibilizar o público em geral para a forma como estas mulheres estão a mudar o panorama nacional através da sua participação na criação de start-ups, novos modelos de negócio, empresas de relevo internacional e com a sua actividade, abrindo caminho no estrangeiro para todas nós. Para ler o artigo original, em inglês, clique aqui.

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Ana Pimentel

Perfil

  • Tempo na área: 7 anos
  • Posição actual: Coordenadora de Tecnologia e Startups @ Observador
  • Local de Origem: Figueira da Foz
  • De onde vens e o como chegaste aqui?

Eu venho da Figueira da Foz, uma pequena cidade perto do mar no centro de Portugal, onde nasci e cresci. Mudei-me para Lisboa em 2003 para estudar Ciências da Comunicação. Vivi durante 6 meses em Pisa, Itália, em 2007, no âmbito do programa Erasmus e depois regressei a Lisboa, a cidade que também considero como casa.

  • Como é que chegaste à área da tecnologia?

Comecei a escrever sobre empreendedorismo e startups de tecnologia em 2010, quando a cena de startups de Lisboa começou a desenvolver-se. As histórias das pessoas que agora estão a atravessar o mar e a ajudar a colocar nosso país no radar de startups internacionais começaram naquela altura. Eu vi nascer algumas das nossas primeiras associações, incubadoras e empresários mais conhecidos. E a minha paixão pelo assunto cresceu à medida que o cenário de startups também crescia.

  • Fala-me do teu trabalho e o que fazes neste momento.

Sou jornalista no Observador, um jornal online que também é uma startup. Nascemos em 2014 e atualmente estamos a testar o nosso modelo de negócios - suportamos o negócio apenas através de publicidade (e estamos a testar diferentes maneiras de o fazer). Não temos um jornal "físico" associado ou uma assinatura paga. Todos os nossos artigos são gratuitos. Tenho especializado minha carreira em assuntos importantes para a economia digital - startups, revolução digital, capitais de risco, negócios baseados em inovação tecnológica. Eu sou responsável por uma newsletter semanal sobre esses assuntos.

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  • Qual a parte do trabalho que fazes que mais gostas?

Ser capaz de contar as histórias das pessoas que estão a redefinir a nossa economia, embora só tenhamos consciência disso no futuro. Escrevendo sobre as mudanças que a revolução digital está a causar não apenas na economia, mas em quase todos os aspectos de nossa vida diária - a maneira como nos comunicamos, trabalhamos, vemos as coisas, namoramos, escolhemos nosso estilo de vida, gerimos o nosso tempo - é estar a escrever ao mesmo tempo que o mundo também está a descobrir como lidar com todos estes temas. É arriscado, mas é impressionante. O meu trabalho é explicar o que está a acontecer agora, mas também o que ainda está por vir - quais são os benefícios e os medos dessa revolução digital.

  • Como consideras que o teu background e conhecimento influenciaram a abordagem que tens com o teu trabalho na indústria da tecnologia portuguesa?

A minha vontade de entender mais o que está a acontecer na economia digital, com os olhos de uma pessoa não tecnológica, é crucial para explicar a todos os tipos de pessoas (amantes de tecnologia ou não) os insights, benefícios, problemas e medos do mundo da tecnologia. .

  • Que conselho darias a jovens mulheres que querem entrar para o sector da tecnologia e não sabem por onde começar?

Escolham uma coisa que gostam de fazer ou em que estejam interessadas, não importa o que seja, porque assim que descobrirem, também encontrarão a maneira técnica de o fazr. Hoje em dia tudo o que nos rodeia pode ser baseado em tecnologia. Estamos todos a viver sob padrões digitais. Tudo é tecnologia. Só têm de descobrir o vosso caminho