Introdução à Vingança: tudo o que sempre quiseste saber sobre vingança mas tiveste medo de perguntar

 
 
A primeira Mrs. Trump, Ivana Trump, no filme "First Wives Club"

A primeira Mrs. Trump, Ivana Trump, no filme "First Wives Club"

 

Eu podia encher páginas e páginas com frases feitas sobre o assunto, andar aqui às voltas e responder à questão “Como perder peso” da mesma forma que as revistas femininas andam a fazê-lo há anos: muita conversa e pouca substância.

Todos os dias somos confrontadas com pessoas e/ou situações que nos tiram do sério, e como meninas bem-comportadas que somos, fomos treinadas como póneis a conter o nosso dark side, a usar ironia, a conter com sorrisos a resposta torta que deveríamos ter dado e que nos teria poupado horas a remoer sobre o comeback ideal que a pessoa/situação merecia.

Vingança não é sobre obter justiça. Vingança é sobre sentires-te melhor depois em resultado de algo negativo feito pelo objecto da tua vingança. É tipo karma ao contrário: não esperar que a natureza faça uma Lei de Lavoisier (versão simples: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma"), e automaticamente corrija os erros. É sobre equilibrar a situação desagradável em nos encontramos, usando os próprios meios.  

Eis a informação básica que precisas de saber antes de começares o teu plano maléfico.

 
 
  • Tudo tem um preço: Se acham que com um acto de vingança estão a fazer outra pessoa pagar pelo que vos fez, o mais provável é que ao tentarem corrigir o que vos foi feito, se ponham a vós mesmas numa situação em que alguém vos queira também fazer pagar. Pode ser o começo de um ciclo vicioso e viciante.
 
 

  • Crime não compensa: Vocês não vivem em nenhum filme do Padrinho nem nos GoodFellas. Recorrer a actos criminosos é meio caminho andado para acabar atrás das barras e não com uma risada maléfica de uma vingança bem-sucedida.
 
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  • Ir às autoridades: Se aquilo que está a promover a vossa necessidade de vingança for o resultado de um crime contra vós, o que têm a fazer é falar com as autoridades competentes e deixar que o sistema legal e penal se ocupe da(s) pessoa(s) responsável(eis).
 
 

  • Rancor é difícil de manter: Às vezes é melhor imaginar a vingança na cabeça do que levá-la a cabo. Porquê? Nem todos temos a determinação de ferro de Edmont Dantès (ver: Conde de Monte Cristo) e é necessário cultivar o rancor para manter a motivação necessária para uma vingança bem-sucedida. Se ainda não leram este livro e estão com preguiça, recomendo vivamente que vejam o filme e que tirem apontamentos e extraiam as vossas próprias ilações sobre se compensa ou não a vingança.
 
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  • Ruminar: Se a vingança servir para pararem de ruminar sobre o que vos aconteceu, força. Se for mais uma forma de continuarem a remoer-se sempre que estão em silêncio, acho que é preferível passar à frente.
 
Photo by Kevork Djansezian/Getty Images Entertainment / Getty Images

Photo by Kevork Djansezian/Getty Images Entertainment / Getty Images

 

  • A melhor vingança é ser uma boa pessoa: Lamechas e cliché, mas é a melhor alternativa e não quer dizer que se tenha de ser realmente bom. Vejam a Taylor Swift: as pessoas que conquistou e os ódios que despertou a fingir ser uma boa pessoa e obter a simpatia do resto da sociedade. É preferível ser realmente uma boa pessoa que fingir ser uma boa pessoa, mas se estiverem desesperadas finjam como a Taylor finge. Isto, e não a sua discografia, é que será o seu legado para a humanidade.  
 
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  • Não sejas consumida pelo desejo de vingança: Ok, a tua lista de coisas a fazer inclui agora “vingança”, mas não te esqueças dos teus amigos, trabalho e obrigações... é suposto a vingança magoar uma pessoa que não sejas tu.
 
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  • “Nunca lutes com um porco; ficas todo sujo, e ainda por cima o porco gosta”: George Bernard Shaw, o dramaturgo responsável pela peça “Pygmalion” que originou o musical “My Fair Lady”, é creditado com a criaçao desta frase e temos de admitir que tem razão. Às vezes não vale a pena sujarmos as mãos com pessoas que são demasiado estúpidas para perceberem que estão a receber uma lição de vida, a.k.a. vingança. Se a pessoa responsável pela vossa ira faz parte do que eu gosto de chamar os “Feios, Porcos e Maus”, acreditem, o karma já está atrás deles e mais vale a pena deixar andar e passar à próxima, do que sujar as mãos com alguém absolutamente inferior. 

 
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  • Não faças nada de cabeça quente: Fazer algo de forma precipitada, seja o que for, é meio caminho andado para dar asneira. Já que te vais dar ao trabalho de fazer seja o que for que estejas aí a maquinar, certifica-te que é bem feito. Brio é importante em tudo na vida, vingança inclusivé. 
 
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  • Não há finais felizes: Aquele orgasmo psicológico que esperam ter no fim da vingança ser concluida? Não vai acontecer. Caso tenham conseguido ser mentalmente organizados o suficiente, o máximo que vão sentir é um vazio por terem completado mais um objectivo da vossa lista mental de coisas a fazer.