#WomenInTech – Sílvia Coimbra

 

O Peachy, em parceria com a Portuguese Women in Tech, vai apresentar-vos algumas figuras ligadas ao ramo da tecnologia, com o objectivo de sensibilizar o público em geral para a forma como estas mulheres estão a mudar o panorama nacional através da sua participação na criação de start-ups, novos modelos de negócio, empresas de relevo internacional e com a sua actividade, abrindo caminho no estrangeiro para todas nós. Para ler o artigo original, em inglês, clique aqui.

 

Sílvia Coimbra

Perfil

  • Tempo na área: 5 anos
  • Posição actual: Product Owner na Farfetch
  • Local de Origem: Porto

  • De onde vens e o como chegaste aqui?

Tecnologia nem sempre fez parte da minha vida. Eu cresci numa combinação de duas paixões que estão estranhamente relacionadas: matemática e dança. Como nenhum percurso parecia óbvio, decidi estudar gestão para manter as possibilidades (infinitas) abertas (ou talvez estivesse demasiado baralhada para escolher).

A coisa boa sobre estar baralhada é que a tua curiosidade te poderá levar a qualquer lugar.

  • Como é que chegaste à área portuguesa da tecnologia?

Foi mais um processo do que um momento de viragem. Estudar no Porto, Paris e Barcelona foi algo que me abriu bastante os olhos porque tive a oportunidade de trabalhar e aprender em ambientes muito inovadores e colaborativos. O meu interesse por novos modelos de negócios e empresas de tecnologia continuou a crescer com o meu envolvimento no ecossistema, através de voluntariado e participação em vários eventos e workshops.

  • Fala-me do teu trabalho e o que fazes neste momento.

De momento trabalho na Farfetch como Product Owner na unidade de negócio Black & White – uma agência full-service, que vende soluções multicanal de e-commerce para marcas de moda do segmento do luxo, baseado nos sistemas e serviços disponibilizados pela Farfetch. É uma altura muito excitante para integrar uma empresa de e-commerce que está na vanguarda da moda e da tecnologia.

Além disto, e como eu sou uma forte apoiante de igualdade entre os sexos e da educação de crianças, desenvolvi alguns projectos pessoais em paralelo ao meu trabalho que usam tecnologia como impulsionador de mudança social.

  • Qual a parte do trabalho que fazes que mais gostas?

O Produto é o que eu mais adoro e que mais me motiva em todo o espectro de product development: desde a imersão em novas tendências e discussão do futuro, a compreender as necessidades do consumidor e, finalmente, dar vida às ideias.

  • Como consideras que o teu background e conhecimento influenciaram a abordagem que tens com o teu trabalho na indústria da tecnologia portuguesa?

Quando trabalhas na indústria da tecnologia, precisas sempre de ter um equilíbrio entre o mundo do negócio e da tecnologia. Feito e Perfeito. Caos e Estrutura. Rir e Chorar. Aprender e Ensinar. Necessidade (do cliente) e Sonho. 

O meu background permite-me navegar os dois extremos com facilidade, sempre com três princípios em mente: conhecer o teu cliente/audiência, perceber os porquês por trás de tudo e simplifica-lo.

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  • Que conselho darias a jovens mulheres que querem entrar para o sector da tecnologia e não sabem por onde começar?

Procurem pessoas e empresas que vos inspirem. Percebam as vossas motivações (porque é que se importam com isso). E não tenham medo de abordar pessoas [na área]  - irão ficar surpreendidas como toda a gente está disposta a ajudar.

  • Guia-me num dia teu como mulher portuguesa no mundo da tecnologia.

Eu gostaria imenso de ter uma rotina clara para partilhar – mas para ser honesta o meu dia pode ser algo caótico. Por vezes eu dou uma corrida às seis da manhã, outras às nove da noite. Há dias que podem ser passados a correr ente reuniões, a resolver problemas com a minha equipa ou a preparar mostras de produtos. Tanto saio do escritório às seis como às nove da noite, dependendo se me estou a sentir produtiva ou não. E depois do trabalho, posso mesmo ter de ainda ir a um evento, jantar com amigos, trabalhar nos meus side projects ou apenas morrer para a vida no sofá.

  • Qual foi o melhor conselho que alguma vez recebeste?

Esquece as tuas fraquezas e aposta nos teus pontos fortes e interesses.

”Another thing that I have found is that intense interest in any subject is indispensable if you’re really going to excel in it. I could force myself to be fairly good in a lot of things, but I couldn’t excel in anything in which I didn’t have an intense interest.”

Charlie Munger

  • Que Apps/Software/Ferramentas é que já não conseguias viver sem?

WhatsApp, Instagram, Slack, Google Docs, Outlook e folhas de papel lisas.


Para mais informações sobre este projecto, entrem em contacto através do seu site.