#UnderwaterLove: um artigo sobre sexo e não sobre música

Eis que chega o calor e nós, à semelhança dos nossos parentes afastados no reino animal, começamos a fazer a típica dança de acasalamento e, mesmo para quem esteja já “emparelhado” com o/a parceiro/a dos seus sonhos, a verdade é que sol, sal e praia levam sempre à pequena conversa de “e se experimentássemos sexo debaixo de água?”.

Pontos para a espontaneidade e para o sentido aventureiro da vossa relação, e se estão já a fazer uma montagem mental, musicada, de tudo o que se vai passar no vosso cenário ideal, o que as pessoas não pensam é como não é sexy sentir areia a entrar no rabinho e do potencial de infecção para as pessoas que durante o resto do ano são mais sensíveis a infecções urinárias e companhia...

E agora, para criar um momento awkward mas informativo, eis a minha pesquisa sobre os ins e outs de sexo debaixo de água. Por isso preparem o jacuzzi, banheira, oceano, piscina, lago, whatever e tomem notas!

 
 

 

Tudo o que sempre quiseram saber (e tiveram medo de perguntar) sobre sexo debaixo de água

 

1.     Lubrificante: Eis uma das primeiras coisas que aprendi na minha pesquisa e que nunca me tinha passado pela cabeça. “Fricção” debaixo/dentro de/com água reduz a lubrificação natural do corpo e pode tornar o contacto bastante desagradável. Porquê? Porque os nossos fluidos corporais estão a ser “levados” pela água. Este é o caso em que os lubrificantes à base de silicone (e não os à base de água que são normalmente recomendados no acto sexual), são chamados ao palco.

2.     Posições: Eis algo super básico e que por vezes, durante o auge da vossa montagem mental acima mencionada, vos pode passar ao lado: não se ponham a fazer acrobacias. Nada pior que começar a aquecer o clima e acabar com dores devido a uma queda ou snorkeling mal pensado. Usem a cabeça da melhor forma e não deixem que mitos sexuais de filmes porno ou não, vos ponham em posições desconfortáveis – pun intended!

3.     Infecções: Sim, eu sei que já falei disto em cima, mas não entrei em detalhes...e se estudos indicam que acção dentro de água comporta poucos riscos de infecção bacteriana adquiridas através da vagina, pénis ou recto, o mesmo não se pode dizer da boca ou da pele em geral. Água limpa é chave para evitar infecções. O acto sexual dentro de água pode desregular o equilíbrio bacteriano na vagina (pensem nos anúncios da Actimel, mas aplicado a outras partes), podendo causar um aumento anormal das bactérias presentes, bem como descargas anormais e comichão. Embora não haja estudos sobre o relacionamento entre infecções urinárias e sexo debaixo de água, podemos quase afirmar que se a uretra estiver irritada, podes ficar mais vulnerável a infecções.

4.     DST’s e Gravidez: pessoal, este é tópico é mais que óbvio, mas não poderia deixar de referir que a água não é barreira contra doenças sexualmente transmissíveis, nem contra gravidez... Usem o senso comum em tudo na vida, mas especialmente aqui!

5.     Segurança: este ponto parece ser o ponto que resume todos os outros. Seja qual for a vossa decisão e o sítio onde decidam ter relações, façam-no em segurança, quer seja em termos de prevenção de doenças e gravidezes indesejadas, quer em termos de segurança física e evitar as tais quedas e faltas de ar ou, meninas/os, locais inseguros... Ninguém quer ser apanhado a fazer sexo em público ou ser roubado ou agredido por ter escolhido o sítio errado para o fazer.

E se o título vos deixou a pensar na música dos Smoke City com o mesmo nome, eis o vídeoclip... para que possam fazer montagens na vossa imaginação!