#NoRadar: Toino Abel

 
 
 

 

Era uma vez um bisavô que fazia cestos, um bisneto que vivia em Berlim e que se mudou para a terra do bisavô e recuperou a arte quase esquecida da cestaria artesanal. Tudo misturado com muito estilo e olho para o negócio, e foram criadas as carteiras Toino Abel, feitas num tear manual, utilizando apenas materiais naturais de fornecedores locais.

Nuno Henriques, o fundador, pegou numa antiquíssima técnica de fabrico em vias de extinção e deu-lhe um novo folgo e uma nova utilidade. Cestos sempre existiram, mas agora têm outra vitalidade, um design contemporâneo.  São carteiras e em vez de carregarem materiais de trabalho, como antigamente, ajudam-nos a carregar todos os elementos que definem a nossa existência actual.

 
 Nuno Henriques - o criador

Nuno Henriques - o criador

 

O melhor de tudo é que não só ressuscitou esta arte, como trouxe nova vida à aldeia dos seus bisavós, Castanheira, no distrito de Leiria, e a artesãos experientes, e por isso e Portugal tem uma divida de gratidão. São muitos os projectos que têm por objectivo ressuscitar artes esquecidas, mas são pouco os que realmente são bem sucedidos e basta percorrer o site da Toino Abel para ver o reconhecimento que chega de todos os cantos do mundo, tendo mesmo merecido uma comparação à famosa Birkin e à actriz que lhe deu o nome, por um editor da Elle Alemã.

Se ainda estão a pensar em porque é que se chama Toino Abel, e se pensaram que era um nome de família, estão absolutamente correctos, porque Toino Abel era o Avô do criador, António Abel no original, mais conhecido por Toino Abel, filho do tal bisavô que fazia os famosos cestos. O nome pegou, e o resto é história!

E vou parar por aqui e deixar os cestos falarem por si: definitivamente o acessório deste verão.