Descobertas da Semana #18

Esta semana foi bem agitada musicalmente. Para os mais distraídos hoje é dia de concerto de Guns N’ Roses, eu sei que o Axl está velho, mas se for tão bom como quando cantou com ACDC quem vai acredite que não se vai arrepender (eu não vou, já me arrependi).

Esta semana também, um dos meus álbuns preferidos, e na minha opinião, um dos melhores de sempre fez 50 anos. 50 anos, minhas caras, é uma boa idade e o Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles parece que cada dia fica melhor, haveremos todas de envelhecer assim…

Para além disso está a decorrer no Cais de Sodré o Festival MIL - Lisbon International Music Network, todo ele dedicado à música Lusófona com concertos em salas como MusicBox, Sabotage, Lounge, B.Leza, Tokyo e Roterdão. Muitos dos nomes que vão passar por lá já vos mostrei aqui, por isso se andarem por Lisboa não percam.

Bem, vamos lá começar com a música. Isto hoje é inteiramente dedicado a música lusófona, que cada vez me surpreende mais. Ainda ando aqui no rescaldo do festival brasileiro Bananada e agora aproveitei também para dar uma olhada ao que está a acontecer no MIL para conhecer coisas novas. Assim aqui ficam as descobertas da semana.

Benjamim é um musico português é já conhecido do álbum 'Auto Rádio' em 2015. Para além disso já produziu e tocou com nomes como e B Fachada, Márcia, Éme, Golden Slumbers, Frankie Chavez, entre outros. Juntou-se a Barnaby Keen, um músico britânico, mentor e membro de vários projetos do circuito underground londrino. A mistura dos dois é super interessante e diferente. O álbum 1986 é feito a dois combinando o melhor que ambos têm.

Benjamim e Barnaby Keen – 1986

Momo é mais um nome que vai estar no MIL. O cantor brasileiro de voz doce instalou-se em Lisboa e o seu novo disco “Voá” é outra mistura entre duas culturas, entre dois países… e o resultado não podia ser mais familiar e encantador.

Momo - Voá

Esta semana ouvi uma entrevista a Luis Gomes, voz de Cachupa Psicadélica, e fiquei encantada. Nascido e criado em Cabo Verde, tem uma voz calma e quente e um discurso que nos embala, fala de amor, de fazer amor, e de levar a vida a ser feliz. Simples e complexo ao mesmo tempo. Fui ouvir o seu ultimo álbum e todo ele transmite o discurso do Luis. Fiquei fã.

Cachupa Psicadélica – Último Caboverdiano Triste

Não sei como nunca tinha tropeçado em Shahryar Mazgani. Nasceu no Irão e está radicado em Portugal desde 1979 (tinha 4 anos). Escritor, cantor e guitarrista, mais um exemplo de que Portugal está a produzir música como nunca, e com uma qualidade que nos vai por no mapa musical com os dois pés bem assentes.   

Mazgani – Lifeboat

 

Passando para o festival do outro lado do Atlântico, Céu é uma das vozes mais badaladas do Brasil, e com toda a razão. Eu sei! Eu sei que esta lista esta semana está assim para o melosa. Mas, modéstia à parte, está tão boa.  Este album é maravilhoso, daqueles para ouvir sozinha, descalça, no sofá, com um bom vinho.

Céu - Tropix

Os Mutantes são a crème de la crème brasileira, formada em 1966, em São Paulo, por Arnaldo Baptista (baixo, teclado, vocais), Rita Lee (vocais) e Sérgio Dias (guitarra, baixo, vocais). Embora já não gravem e tenham acabado em 1978, já surgiram alguns álbuns como este, e têm dado alguns concertos ao longo dos anos, como agora no Bananada. Adoro um bom rock psicadélico, e aqui as influencias dos grandes Beatles e Jimi Hendrix, são tão obvias que não há como não adorar.

Os Mutantes – A arte de Os Mutantes

Vou parar por hoje, mas este post continua na próxima semana. São só dois cartazes de festivais, mas são demasiados bons para concentrar tudo em 6 escolhas. Por isso (como dizia o senhor no fim do Dragon Ball): não percam o próximo episódio, porque nós também não.