Relações a Longo Prazo, Como?

 
 
 

Hoje venho contar-vos uma história que começou há 7 anos num concerto no Sudoeste e vive agora em Nova Iorque. Apesar de namorarmos desde 2010, conheço o meu marido desde pequena - somos os dois da mesma cidade no Algarve e, embora ele seja um ano mais novo, fazíamos parte mais ou menos dos mesmos grupos, o que não é difícil numa cidade pequena.

Como qualquer casal, sempre tivemos os nossos altos e baixos e já enfrentámos um mundo juntos. Literalmente. A entrar no nosso ano e meio de namoro, mudámo-nos para o Dubai, onde vivemos durante mais de um ano. A aventura foi engraçada, mas teve de chegar ao fim. Depois de outro ano em Lisboa, viemos para Nova Iorque, cuja data anda de mão dada com o nosso casamento.

Nunca fui uma rapariga que cresceu a sonhar com o casamento. Talvez quando brincava às Barbies e elas casavam sempre com o Ken, mas não na minha adolescência nem em diante. O mesmo com o meu marido. Foram mais as circunstâncias que ditaram este curso, mas manter uma relação, vai para além de qualquer estatuto (casado ou não).

Não é fácil, mas também não deve ser super complicado. Se for, qual é o objectivo? Para mim, estar numa relação não equivale a não estar sozinho ou perder a nossa personalidade. Deve existir um equilíbrio e espaço - digo isto porque sempre fui muito independente, nunca tive receio de fazer coisas sozinhas ou aventurar-me. Quando me mudei da minha cidadezinha no Algarve para Lisboa, fui sozinha. Entrei numa faculdade onde não conhecia ninguém. Tirei vários cursos por iniciativa. Fiz mestrado numa nova faculdade, também sozinha. E fui conhecendo pessoas e criando um sentido de independência muito grande.

Quando comecei a namorar com o Manel, estávamos os dois em fases relativamente semelhantes da vida e a forma como as coisas aconteceram foi pouco ou nada previsível. Apesar de nos conhecermos desde pequenos, existiu na mesma a fase da descoberta e de conhecer a outra pessoa. E ao longo dos anos, apercebi-me de que há certas coisas que temos de fazer para estar ou manter uma relação com alguém.

 

Saber ceder.

Especialmente quando estamos numa relação. Não é fácil saber em que situações devemos ou não ceder, mas se há um comportamento que devemos aprender é a cedência. Não só porque a outra pessoa merece, mas porque também nós nos vamos encontrar numa situação em que queremos que a outra pessoa ceda.

 

Pedir desculpa.

Sempre tive uma dificuldade enorme em pedir desculpa às pessoas de quem gosto, talvez porque sempre tive dificuldade em ceder e os dois estejam associados. Mas para estarmos numa relação, e em qualquer relação humana, é essencial sabermos pedir desculpa. Se cometemos um erro, temos de saber admitir.

 

Saber estar sozinho.

Como referi anteriormente, sempre me dei muito bem sozinha. E mesmo quando estamos numa relação, é importante termos momentos que são só nossos. Há certas actividades que prefiro fazer sozinha e o mesmo acontece com o Manel. Não quer dizer que não as faça também com ele, mas se tiver oportunidade, não me importo. E ter uma certa independência é sempre uma mais-valia para nos conhecermos a nós próprios.

 

Ouvir.

Parece o sentido mais simples do mundo, mas muitas vezes numa relação sinto que as pessoas deixam de se ouvir. Um dos rituais que temos aqui em casa é perguntar sempre ao outro como correu o dia. Mesmo que não tenha acontecido nada de especial, só o facto de perguntar indica que nos preocupamos e estamos genuinamente interessados.

 

Programas a dois.

Especialmente para quem já vive com a outra pessoa, fazer programas a dois é muito importante. Não digo sentar no sofá e ver um filme, mas combinar jantar fora esporadicamente, cinema, ver uma exposição. Seja para reatar a chama, para passarem mais tempo juntos - que não em casa – e partilhar experiências.

 
 

X Eduarda

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