Descobertas da Semana #8

Bem-vindos de volta caros ouvintes (sim continuo com a síndrome de locutora de rádio dos anos 60). Após esta pequena paragem do Peachy, confesso que já estava com saudades de voltar a esta humilde rubrica. Dado o tempo que passou, esta lista é assim um bocado mixórdia de estilos, mas pronto, nada a que já não estejam habituados. Vai um bocadinho de cada para agradar a todos (esperemos).

Os primeiros a abrir a pista são portugueses e são angolanos, na realidade são duas bandas que se juntaram para fazer algo que, confesso, me faz ter 16 anos outra vez. Kuduro é um dos meus maiores guilt pleasures e Throes + The Shine com o álbum Wanga, misturaram-no com a electronica, cumbia e outros ritmos, apimentados pela colaboração de vários artistas que gosto muito ( Da Chick por exemplo) e produzidos por um dos mais concorridos produtores da cena nacional, Moullinex.

Para quem gosta de ritmos animados e para quem já tem saudades de dançar descalço nos fins de tarde de verão, este é o álbum.

    Throes + The Shine – Wanga

Throes + The Shine – Wanga

O que prova que ainda tenho um longo caminho pela frente no que toca a descobrir música, é que descobri algo de alguém que já nem está neste mundo para fazer mais musica. Tropecei em Ian Dury por acaso, e fiquei rendida. O álbum que vos ponho aqui foi o último que saiu, já depois de ele morrer e são os seus Greatest Hits com a sua banda The Blockheads.

Ian Dury – Greatest

Bem a próxima escolha não é uma descoberta, é mais uma novidade. O novo álbum de PZ, Império Auto-Mano não é para todos os gostos, mas é sem duvida para o meu. Acho que PZ é uma daquelas raridades “zero fucks were given”, e que por isso faz coisas diferentes da maioria. Neste caso, diferente é bom. Musica feita de forma inteligente, com letras de humor apurado, sou fã desde o primeiro dia que ouvi e neste caso mantenho-me fiel.

PZ - Império Auto-Mano

Cada vez que oiço The Lemon Twigs fico meia confusa, se vir os videoclipes então parece que a minha cabeça não quer assimilar a realidade. A realidade é que estes dois miúdos, irmãos, com 19 e 20 anos estão a fazer musica a um nível que não se consegue aceitar que seja atual. Isto não se faz há muito tempo, e é muito estranho que dois miúdos com esta idade tenham estas influências, quer na musica quer no estilo, e é isso que nos confunde o cérebro. Aquilo que vão ouvir e ver, vai transportar-vos para outra época, e é tão bem feito que nunca vão acreditar que este álbum é, na realidade, do ano passado,

The Lemon Twigs – Do Hollywood

 Se pesquisarem por Kate Tempest, vai aparecer-vos que é poetisa. Sim, verdade. Façam assim: primeiro oiçam, formem uma ideia na vossa cabeça e depois pesquisem quem é. Eu fui surpreendida. Não há mulheres rappers suficientes na minha opinião, porque há algumas tão boas que me fazem sempre querer mais.

Kate Tempest – Let them eat chaos