7 regras que deves aprender antes de começares a trabalhar… Ou enquanto já trabalhas também

 
 
Imagem de http://www.frankuyttenhove.com/

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Desde 2007 que trabalho esporadicamente e desde 2010 a tempo inteiro - agora que vejo já passaram 10 anos, uou! Comecei com alguns estágios na faculdade e depois tive várias experiências de trabalho, umas boas outras nem por isso. Aqui fica aqui o que aprendi nos últimos 10 anos.

 

1. Não tenhas pressa

Não trabalhes demasiado cedo (se não precisares claro). Aproveita as férias e o tempo livre enquanto não tens contas para pagar. Fiz o meu primeiro estágio a sério (na banca) no primeiro ano de faculdade, queria compensar as notas menos boas com imensa experiencia profissional, para depois passar à frente de toda a gente quando fosse para ter um trabalho a sério. Resultado? Nunca tive férias enquanto tirei o meu curso, nunca fiz as coisas todas que o resto dos meus amigos fez nessa altura, e no fim o resultado foi igual ou pior que o deles.

 

2. Não trabalhes de borla

A não ser que trabalhes como voluntário para uma causa que valha a pena! Esta é uma das lições mais importantes que aprendi, e nos tempos que correm eu sei que há muita gente a fazê-lo, porque muitas vezes não têm outra hipótese. Se ninguém trabalhasse de borla, alguém tinha que começar a pagar. Houve uma altura da minha vida em que de facto eu paguei para trabalhar, paguei gasóleo, passes de transporte, fatos e outras tantas coisas. Sei de sítios que exigem mesmo um pagamento para estagiar enfim, abençoados sejam. Na altura eu dizia: “ah, mas eu estou a pagar para aprender, estas experiências não têm preço, blábláblá” (não consigo não rir). Isto é muito simples pessoal -  trabalho pressupõe remuneração. PONTO. Se trabalhares de borla uma vez, as pessoas assumem que tu consegues viver do ar que respiras. Acreditem, eu sei o que digo. Põe um preço no teu trabalho e exige-o, se não, nem consegues valorizar o que fazes.

 

3. Não trabalhes para pessoas em que não acredites

Outra que aprendi da pior maneira. Mesmo que seja o maior génio, guru, última bolacha do pacote, o que for…Se alguém vos enganou uma vez, vão enganar a segunda. A terceira se enganarem é só porque és parva… eu só caí ainda duas vezes (ufa, sou só meia parva).

Normalmente, começam devagar, a fazer-vos pequenas promessas, a criar pequenas expectativas, e nunca cumprem… vocês esperam porque, lá está, “há que ter paciência” ou “a crise não ajuda”. TRETAS! Essas pessoas estão só a atrasar-vos na vida. Porque não querem que vocês evoluam muito para não saírem de onde estão, que é onde fazem muita falta.

Se não acreditas no teu chefe, na tua empresa… acredita em mim. Sai já e poupa-te a uma série de anos miseráveis à espera de algo que não vai acontecer.

 

4. Não te deixes enganar pelos teus sonhos

Não vamos todas ser aquela boss que achávamos quando éramos mais novas, nem vamos trabalhar todas na Google ou na melhor empresa do mundo que até tem escorregas e baloiços e te fazem cafunés na cabeça. Também não vais andar vestida de Chanel, nem com uma pasta da Prada (no meu caso). Os sonhos mudam, não tenhas medo de mudar também. Não faz mal não querer ser mais aquilo tudo. Se agora queres ter um foodtruck, ou ser actriz, ou cantar, eu sei lá… muda! Os sonhos podem não ser os mesmos de há 10 anos atrás ou mesmo 5, e isso não tem mal nenhum, persegue o que te faz feliz.

 

5. Não te prendas pelas pessoas

Em geral, a maioria das pessoas que vais conhecer no mercado de trabalho vai desiludir-te. Eu sei que sou pessimista, mas já dizia uma amiga minha (que conheci no trabalho, adoro excepções à regra): “Quanto mais conheço pessoas, mais gosto de animais!”. Eu realmente fiz amigos para a vida em todos os sítios que trabalhei, mas essas pessoas não podem ser a razão pela qual ficas num trabalho que não gostas. Essas vão ficar na vossa vida, e até vos vão ajudar a seguir em frente. Por outro lado, também vão haver pessoas que vocês achavam que eram as melhores e que vos vão desapontar. Elas vão-se esquecer de ti. Não podes achar que és insubstituível, ninguém é, por isso põe esse orgulho ferido para trás das costas e “siga para bingo”. Não te aproximes demasiado das pessoas: elas nunca te disseram que eras especial, e lá por tu achares que elas são, isso não faz que nem elas, nem tu o sejas.

 

6. Não te prendas ao dinheiro

Não te agarres a um bom salário. Eu sei que disse para não trabalhares de borla, mas também não trabalhes por dinheiro. Trabalha por ti. Em tempos já ganhei mais do triplo do que ganho hoje, com uma equipa espectacular e numa empresa bem fixe (quase daquelas que dá cafunés), mas, odiava o que fazia. Claro que isto era eu antes de contas para pagar, também ainda não tenho filhos e posso dar-me a estes devaneios. Mas se realmente não precisas de tanto dinheiro para viver, e se não estás feliz, vai à tua vida. Não há dinheiro que pague estares deprimido por causa do trabalho. Se, por outro lado, fores daquelas iluminadas que trabalha para viver e não vive para trabalhar e que realmente consegue ser feliz pondo o trabalho de lado, primeiro diz-me como fazes, depois continua assim e esquece aquilo que eu disse, aproveita o salário, não há muitos bons hoje em dia.

 

7. Não tenhas medo de começar de novo

Gosto sempre dos primeiros meses de um trabalho novo, aprendes sempre imenso e estás verdadeiramente entusiasmada para dares o teu melhor. Nunca é tarde para começar de novo. Numa nova empresa, numa nova área, num novo país… se não estás contente, muda! Mesmo que isso implique andar dois passos para trás. Uma amiga minha (também do trabalho) um dia enviou-me a seguinte mensagem: “If don’t like where you are, then change it, you are not a tree” (qualquer coisa como: não és nenhuma árvore para não te poderes mexer, por isso mexe-te!). Melhor mensagem que já recebi, e um conselho que nunca mais vou esquecer.

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